Salieri

Blog de marcosalves :teatro em todos os tempos por Marcos Alves, Salieri

Antonio Salieri (Legnago, 18 de agosto de 1750Viena, 7 de maio de 1825), compositor operístico italiano. Foi Compositor Oficial da Corte de José II, Imperador da Áustria. Sua música foi bastante conhecida na sua época. Há lendas a respeito do seu relacionamento com Wolfgang Amadeus Mozart, com quem conviveu, em Viena, até à morte deste. Essas suspeitas datam da morte de Salieri até à atualidade e foram alimentadas pela peça de teatro de Peter Shaffer, a qual foi adaptada para o cinema, sob direção de Milos Forman, com o título Amadeus. O filme, vencedor de oito Óscares, em 1984, retrata um Salieri invejoso do gênio de Mozart e medíocre musicalmente. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor. 

                 Criado no seio de uma família próspera de comerciantes, Salieri estudou violino e espineta com seu irmão Francesco, que era aluno de Giuseppe Tartini. Após a morte prematura de seus pais, mudou-se para Pádua, e a seguir para Veneza, onde estudou com Giovanni Battista Pescetti. Nesta cidade conheceu Florian Leopold Gassmann em 1766, que o convidou a servir na corte de Viena, onde o instruiu em composição baseada na obra de Johann Joseph Fux, Gradus ad Parnassum. Permaneceu em Viena até ao fim da sua vida. Em 1774, após a morte de Gassmann, Salieri foi nomeado Compositor da Corte pelo Imperador José II. Conheceu a sua esposa, Therese von Helfersdorfer, em 1774. (Desta união nasceriam oito filhos). Salieri tornou-se Maestro da Orquestra Imperial (Imperiales Königliches Kapellmeister) em 1788, cargo que manteve até 1824. Foi presidente do "Tonkünstler-Societät" (sociedade dos artistas musicais) de 1788 a 1795, vice-presidente após 1795, e responsável pelos seus concertos até 1818.

Alcançou uma elevada posição social, sendo freqüentemente associado com outros celebrizados compositores, como Joseph Haydn ou Louis Spohr. Desempenhou um papel importante na música clássica do século XIX e ensinou compositores famosos como Ludwig Van Beethoven, Carl Czerny, Johann Nepomuk Hummel, Franz Liszt, Giacomo Meyerbeer, Ignaz Moscheles, Franz Schubert e Franz Xaver Süssmayr. Ensinou também ao filho mais novo de Mozart, Franz Xaver.

Salieri foi enterrado no Matzleinsdorfer Friedhof (os seus restos mortais foram transferidos mais tarde para o Zentralfriedhof) em Viena, Áustria. No seu serviço fúnebre, o seu próprio Requiem em Dó menor - composto em 1804 - foi executado pela primeira vez.

 

sábado 16 agosto 2008 22:58


Vivaldi

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            Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de Março de 1678Viena, 28 de Julho de 1741) foi um sacerdote e compositor de música barroca italiana.

             O seu pai, um barbeiro mas também um talentoso violinista (alguns chegam a considerá-lo como um virtuoso), ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo.

              Em 1703, Vivaldi tornou-se padre, vindo a ser apelidado de Il Prete Rosso ("O Padre Vermelho"), muito provavelmente devido ao seu cabelo ruivo. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde frágil (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas.

           Em 1705, a primeira coleção dos seus trabalhos foi publicada. Muitos outros se lhe seguiram. No orfanato, desempenhou diversos cargos interrompidos apenas pelas suas muitas viagens, e, em 1713, tornou-se responsável pelas atividades musicais da instituição. Vivaldi foi realmente um compositor prolífico e a sua fama deve-se sobretudo à composição das seguintes obras:

            Menos conhecido é o fato de a maior parte do seu repertório ter sido descoberto apenas na primeira metade do século XX em Turim e Génova, mas publicado na segunda metade. A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidada em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, repetidamente procurando contrastes harmônicos, e inventou melodias e trechos originais.

          Ademais, Vivaldi era francamente capaz de compor música, não acadêmica, apreciada supostamente pelo público geral, e não só por uma minoria intelectual. A alegre aparência dos seus trabalhos revela uma alegria de compor. Estas estão entre as razões da vasta popularidade da sua música. Esta popularidade rapidamente o tornou famoso em países como a França, na altura muito fechada nos seu valores nacionais.

               Johann Sebastian Bach foi deveras influenciado pelo concerto e Árias de Vivaldi (revivido nas sua Paixões e cantate). Bach transcreveu alguns dos concertos de Vivaldi para teclas solo, bem como alguns para orquestra, incluindo o famoso Concerto para Quatro Violinos e Violoncelo, Cordas e Continuo (RV580). Contudo, nem todos os músicos demonstraram o mesmo entusiasmo: Igor Stravinskyafirmou em tom provocativo que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes.

              Apesar do seu estatuto de sacerdote, é suposto ter tido vários casos amorosos, um dos quais com a cantora Anna Giraud, com quem Vivaldi era suspeito de manter uma menos clara atividade comercial nas velhas óperas venezianas, adaptando-as apenas ligeiramente às capacidades vocais da sua amante. Este negócio causou-lhe alguns dissabores com outros músicos, como Benedetto Marcello, que terá escrito um panfleto contra ele.

            Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida na pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que uma vez fizeram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda, e Vivaldi teria decidido vender um avultado número dos seus manuscritos a preços irrisórios, por forma a financiar uma migração para Viena. As razões da partida de Vivaldi para Viena não são claras, mas parece provável que teria querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições (Vivaldi dedicou La Cetra a Carlos em 1727), e assumiu a posição de compositor real na Corte Imperial.

             Contudo, pouco depois da sua chegada a Viena, Carlos viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da proteção real e de uma fonte de rendimentos. Vivaldi teve que vender mais manuscritos para se manter, e teria eventualmente falecido não muito tempo depois, em 1741. Foi-lhe dada uma sepultura anônima de pobre (a missa de Requiem na qual o jovem Joseph Haydnteria cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até aos anos de 1900.

           Apesar de todos os detratores, de todas as críticas negativas que Vivaldi recebeu, o seu talento é inegável, foi o compositor que inventou, ou pelo menos, estabeleceu a estrutura definitiva do concerto e da sinfonia. A sua facilidade na escrita era impressionante, escrevia tão rápido quanto a pena o permitia.         

          Consta que demorava a escrever um novo concerto em menos tempo que um copista a copiá-lo.

         A ressurreição do trabalho de Vivaldi no século 20 deve-se sobretudo aos esforços de Alfredo Casella, que em 1939 organizou a agora histórica Semana Vivaldi. Desde então, as composições de   Vivaldi obtiveram sucesso universal, e o advento da "atuação historicamente informada" conseguiu impulsioná-lo para o estrelato novamente. Em 1947 o empresário veneziano Antonio Fanna fundou o Instituto Italiano Antonio Vivaldi, com o compositor Gian Francesco Malipierocomo seu diretor artístico, e o propósito de promover a música de Vivaldi e publicar novas edições dos seus trabalhos.

             As músicas de Vivaldi, juntamente com a de Mozart, Tchaikovsky, Corelli e Bach foram incluídas nas teorias de Alfred Tomatis sobre os efeitos da música no comportamento humano, e usada em terapia musical.

              Classificação - As obras de Vivaldi são organizadas por um sistema de numeração. Em geral observa-se um RV diante do número. RV significa Ryom Verzeichnis - O Catálogo de Ryom. Peter Ryom foi um pesquisador dinamarquês (nascido em 1937), autor do catálogo padrão das obras do compositor. Por exemplo, o concerto denominado A primavera, de As Quatro Estações, é a RV 269.

 

domingo 06 julho 2008 22:08


Monteverdi

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           Claudio Monteverdi (Cremona, 15 de maio de 1567Veneza, 29 de novembro de 1643) foi um compositor italiano. Foi o responsável pela transição entre a tradição polifônica do século XVI para o nascimento da ópera, do século XVI.

            Iniciou seus estudos de música com Marco Antonio Igegnieri, maestro da capela da Catedral de Cremona e aos 15 anos publicou suas primeiras obras, entre elas, oito livros de madrigais.

Em 1599 desposou Cláudia de Cataneis e em 1607 ocorre a estréia de La Favola d'Orfeo, sua primeira ópera - e também a mais antiga da história cuja música e o texto chegaram até os dias atuais.   

           Outras de suas óperas ainda hoje representadas são L'Incoronazione di Poppea e Il Ritorno d'Ulisse in Patria. Monteverdi é geralmente conhecido como o "pai da ópera".

          Em 1613, Monteverdi foi maestro do coro e diretor da catedral de São Marcos, em Veneza.

          Monteverdi também se notabilizou pela música sacra, como sua Missa (1610) e antífonas. Em 1640 é publicada a série "Selva morale e spirituale", um grande compêndio de música sacra.

           Nas músicas de Monteverdi pode notar-se um começo bastante polifónico e uma regressão da música até ao estilo monódico

sábado 28 junho 2008 17:50


Ópera Francesa

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         Rivalizando com produções importadas da ópera italiana, uma tradição francesa separada, cantada em francês, foi fundada pelo compositor italiano Jean-Baptiste Lully, quem monopolizou a ópera francesa desde 1672. As aberturas de Lully, seus recitais disciplinados e fluidos e seus intermezzos estabeleceram um padrão que Gluck lutou por reformar quase um século depois. A ópera na França permaneceu, incluindo interlúdios de balé e uma elaborada maquinaria cenográfica.

            A ópera francesa esteve influenciada pelo bel canto de Rossini e outros compositores italianos.

Ópera-comique

               A ópera francesa com diálogos falados é conhecida como ópera-comique, independente de seu conteúdo, mas inicialmente, por volta do inicio do século XVIII, seu libreto estava atrelado ao gênero buffo. Esta teve seu auge entre os anos de 1770 e 1880 e uma de suas representantes mais reconhecidas foi Carmen de Bizet em 1875.

             A ópera-comique serviu como modelo para o desenvolvimento do singspiel alemão e pode assemelhar-se à operetta, conforme o peso de seu conteúdo temático.

Grand Ópera

                Os elementos da Grand Ópera francesa apareceram pela primeira vez nas obras Guillaume Tell de Rossini em 1829 e Robert le Diable de Meyerbeer em 1831.

              Caracteriza-se por ter decorações luxuosas e elaboradas, um grande coro, uma grande orquestra, balés obrigatórios e um número elevado de personagens.

              O ápice da Grand Ópera na Itália se dá com Verdi com Les Vespres Siciliennes e Don Carlos e na Alemanha com o Rienzi de Wagner

sexta 23 maio 2008 21:58


Bizet

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          Georges Alexandre César Léopold Bizet (25 de outubro de 1838, Paris - 3 de junho de 1875, Bougival) foi um compositor francês da época do Romantismo.

           Bizet nasceu numa família de músicos e era uma criança-prodígio. Foi admitido no Conservatório de Paris aos nove anos de idade, onde estudou com Zimmerman, Marmontel e Halévy. Em 1857, foi agraciado com um prêmio oferecido por Jacques Offenbach pela ópera Le Docteur Miracle, e obteve o Prêmio de Roma, onde estudou durante três anos. Lá, Bizet desenvolveu obras como a Sinfonia em Dó Maior e a ópera Don Procópio.

            Depois da sua estadia em Roma, Bizet voltou a Paris onde se dedicou totalmente à composição. Em 1863 escreveu a ópera Les pêcheurs de perles (Os Pescadores de Pérolas), sua primeira grande obra. Dessa época é também a ópera La Jolie Fille de Perth e sua famosa suíte L'Arlesienne, escrita como música incidental para uma peça teatral de Alphonse Daudet, e a peça para piano Jeux d'enfants (Juegos de niños). Também escreveu a ópera Djamileh.

           Em 1875, Bizet escreve Carmen, sua última e mais famosa ópera, sendo até hoje uma das mais representadas em todo o mundo. Escrita com base na novela homônima de Prosper Mérimée, a composição de Carmen teve a influência de Giuseppe Verdi, usando uma mezzo-soprano como personagem principal, a cigana Carmen. Não teve êxito imediatamente, apesar do mérito reconhecido por compositores como Camille Saint-Saëns, Pyotr Ilyich Tchaikovsky e Claude Debussy.

            Alguns poucos meses após a estréia de Carmen, Bizet entrou numa profunda crise de depressão e faleceu aos 36 anos de idade, na data do seu aniversário de casamento. A causa oficial foi uma parada cardíaca devido ao reumatismo articular agudo. Foi sepultado no cemitério Père Lachaise, de Paris.

             Embora tenha sido mais famoso como compositor, Bizet foi também um grande pianista, elogiado inclusive por Franz Liszt, que o considerou um dos melhores executantes de toda a Europa.            

            Devido à sua obsessão pela perfeição nunca terminava a maior parte dos seus trabalhos. Cerca de quarenta óperas nunca passaram da fase de esboço.

Óperas:

Referência:

Associação dos Amigos de Georges Bizet

16, Rue Philippe Paget 78380

 Bougival - França

Presidente : Jean Lacouture

Vice Presidentes : Jorge Chaminé e Hervé Lacombe

 

sexta 23 maio 2008 21:57


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