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Palco do tempo: História do teatro  escrito em segunda 19 março 2007 00:56

 

O Teatro: dos Primórdios aos Dias Atuais

O teatro na Grécia Antiga

Considerando o teatro como a arte de representar em palco, envolvendo a despersonificação do ator, então o teatro começa com Thespis. Sobre ele, conhece-se muito pouco; não se sabe se seria um escritor, um ator ou um sacerdote...
As tragédias eram em honra do deus Dionisius, deus da fertilidade e do vinho.

O teatro grego desenrolava-se em largos espaços, com capacidade para 20.000 pessoas e tinham a forma de anfiteatro. As peças de teatro tinham um coro e eram a maior parte do tempo cantadas. Assim iniciava-se o diálogo, o ator perguntava e o coro respondia.

Os atores e o coro usavam máscaras. As máscaras do coro eram similares entre si, mas totalmente diferentes das dos atores. Uma vez que as peças tinham um número muito limitado de atores, diferentes máscaras significavam diferentes personagens, havendo assim um maior número de papéis. Os atores eram todos do sexo masculino e a máscara era necessária também para que se pudesse interpretar papéis femininos.

O drama grego foi desenvolvido e inovado por cinco escritores diferentes em 200 anos após Thespis. O primeiro deles foi Aeschylus (525 - 456 a.C.) que introduziu o conceito de um segundo ator, expandindo as possibilidades de interação de duas personagens nos dramas. No entanto, foi só Sófocles (496 - 406 a.C.) que introduziu um terceiro ator, reduzindo também a importância do coro e dando mais relevância à teia do drama e à interação das personagens. Eurípides (480 - 406 a.C.) foi aquele que apurou o drama e o transformou naquilo que conhecemos hoje em dia, dando uma aproximação mais humana e realística aos seus trabalhos.

Os dois últimos escritores foram Aristófanes (448 - 380 a.C.) e Menander (342 - 292 a.C.), que escreviam comédias, também dedicadas a Dionisius. No entanto, as comédias dependem sempre de um tempo e de uma época, sendo mais difícil de resistirem ao tempo do que as tragédias, que mais facilmente prevalecem, uma vez que falam de temas universais.
No entanto, na época do declínio grego, houve um maior apelo para a comédia, uma vez que esta é um escape para as frustrações de uma sociedade, bem como um divertimento de massas. Encontramos aqui o papel importante que o teatro tinha na sociedade.

                           

O teatro romano

O declínio da sociedade grega coincide com o florescer do Império Romano.
Os romanos foram buscar o teatro com os gregos. O teatro tomou duas formas: a Fábula Palliata e a Fábula Togata.

A Fábula Palliata consistia em peças gregas traduzidas para Latim. Este termo abrange também as peças romanas baseadas em peças gregas.

A Fábula Togatta é de origem romana e os temas eram farsas e situações de humor de origem física. O autor que melhor ilustra estes dramas é Platus (250 - 184 a.C.).

Neste período, o teatro romano degenerou em espetáculos obscenos e brutais (tal como espetáculos de gladiadores, que conhecemos bem de filmes de Hollywood), talvez como reflexão de uma sociedade. Peças de conteúdos mais sérios também eram escritas, não para serem encenadas, mas sim lidas ou recitadas.

No entanto, o impacto que o teatro romano causou na Igreja não foi bom. A tendência para comédias de baixo nível, associadas ao entretenimento de arena (e também ao martírio dos primeiros cristãos), contribuiu para a desaprovação deste tipo de espetáculos, que acabaram por desaparecer.

O teatro medieval

No século IX, o drama voltou aos palcos, mas desta vez na Igreja. Normalmente, eram histórias bíblicas que eram representadas por padres.
Estas representações na Igreja eram uma forma de estabelecer uma ligação com a comunidade, uma comunidade ainda assente em rituais e ritos pagãos. Assim, a Igreja utilizou-se do drama de modo a ilustrar as histórias bíblicas; histórias que explicavam as festas católicas (que antes haviam sido festas pagãs) e reforçava a sua conotação religiosa; desta forma conseguia-se comunicar melhor com uma congregação leiga e iletrada. O teatro estava, portanto, ao serviço da ideologia da Igreja.

É irônico pensar que tenha a mesma Igreja que tenha acabado com o teatro , ao mesmo tempo, o tenha mantido vivo ao longo dos anos.

A popularidade dos dramas começou a crescer, passando das igrejas para o ar livre, mas normalmente em frente às igrejas. Muitas encenações religiosas comportavam um cenário imenso que retratava do inferno ao céu.

O teatro contemporâneo

Atualmente, o teatro faz-se em espaços próprios para esta atividade e que, regra geral, têm o mesmo nome - teatros.

 

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                 Para representar um texto dramático, faz-se necessário o conhecimento de diversos elementos. Vamos abrir o pano a alguns termos e pôr em palco as suas definições, através de um dicionário do teatro:

Ator/atriz - Aquele/aquela que representa um papel numa peça de teatro.

Adereço - Adorno; peça de enfeitar.

Bastidores - Conjunto dos espaços que ficam por detrás e ao lado do palco. Nos bastidores, os atores preparam-se e aguardam a sua entrada em cena.

Caracterizador - Aquele que caracteriza os atores.

Cenário - Conjunto dos elementos decorativos que enquadram a ação e que, diretamente, se relacionam com os fatos em representação.

Cenógrafo - Pessoa que imagina e realiza os cenários.

Comédia - Peça em que se põe em ação, de um modo jocoso, os costumes, caracteres ou fatos da vida social.

Contra-Regra - Empregado de teatro que marca a entrada dos atores em cena, bem como a entrada de objetos e auxilia os atores/atrizes fora do palco, nos bastidores.

Drama - Composição teatral sobre assuntos sérios, meio-termo entre a tragédia e a comédia, aborda, geralmente, temas da vida comum, desdobrando-se entre o patético e o comovente.

Dramaturgo - Autor de textos dramáticos.

Encenador - Aquele que concebe e dirige um espetáculo teatral.

Farsa - Do francês antigo "farse", hoje force; peça cômica de caráter burlesco.

Figurinista - Aquele que concebe o guarda-roupa.

Guarda-roupa - Trajes utilizados pelos diversos atores nas representações teatrais.

Luz/som - Efeitos luminosos e sonoros que integram a representação e servem para realçar o texto.

Ponto - Pessoa que, durante a realização do espetáculo, lê o texto em voz baixa, para auxiliar a memória dos atores. Ocupa um lugar - «caixa» - apenas visível pelos atores.

Tragédia - Gênero originário da Grécia Antiga, cuja ação é dramática, tendo desfecho funesto, isto é, terminando com a morte. O seu objetivo é provocar o terror e/ou a piedade.

 

 

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Todos os comentários desse artigo:
Palco do tempo: História do teatro

  • talita

    Sex 14 Nov 2008 11:48

    interesante porque voces nao manda logo

  • carlos matos

    Ter 04 Nov 2008 10:17

    esta a ser mto util, gostaria de conseguir mais significados de expressoes ligadas ao teatro

  • mailtohevellyn ingred

    Sáb 04 Out 2008 13:44

    ta bom mai muito grande era para ser resumo para mim fazer um trabalho
    mais esta bom mehor que isso impossivel
    rssss
    gostei

  • mailtoSaulo Moreira

    Seg 19 Mar 2007 17:32

    Legal o blog, Marcos.
    Ótima semana!