O meio de comunicação visual mais utilizado para divulgação de acontecimentos é o cartaz. Mesmo na antiguidade, depois da invenção da escrita, cartazes eram colocados em praças públicas como forma de divulgar informes e lidos pelos mensageiros para que os iletrados soubessem do que se tratava. Os cartazes mais antigos de que se tem notícia datam de 1400 e eram cunhados em uma placa de madeira, também eram ilustrados, esta placa de madeira servia de matriz para a impressão em papel. O famoso pintor, Toulouse Lautrec, fazia cartazes em sua época.
No Brasil, no início do século XX, os cartazes traziam fotos dos atores principais das Companhias Teatrais; época em que teatro ainda se escrevia com “th”.
O objetivo do cartaz é atrair a atenção das pessoas, uma forma de multiplicar uma informação pela cidade. Além de servir de registro e para arquivo.Em um cartaz as informações são organizadas de forma a possibilitar uma rápida compreensão da mensagem.
No espaço do cartaz são organizados o texto sintetizado, de forma que o conteúdo seja facilmente compreendido, e a imagem. O cartaz é organizado da seguinte forma: o nome do espetáculo, data e local, são bem destacados por serem as informações mais importantes, depois seguem as demais informações como o nome do autor, o nome do diretor, o nome do grupo. O cartaz ainda é um veículo utilizado pela mídia em campanhas, mas para que seja funcional é necessário um estudo dos pontos onde serão fixados e o tipo de cartaz.
No livro “O Cartaz”, seu autor, Abraham Moles, fala sobre a percepção que as pessoas no contexto urbano têm sobre o cartaz e sua funcionalidade enquanto um dispositivo e os impulsos que ele gera nos indivíduos. Para ele, a visão que formamos em nosso cérebro sobre uma determinada imagem, para que fique totalmente clara para nossos sentidos, disponibilizaria de um tempo em torno de 1/5 de segundo, o fenômeno da retenção se daria a 1/10 de segundo, este tempo seria insuficiente para gerar compreensão acerca da mensagem. Moles, fez vários cálculos sobre tempo e variações em indivíduos que estavam em estado de observação e exploração de cartazes – prazo variável no estímulo, e chegou a conclusão de que a retenção se daria no prazo de 1 a 2 segundos. Este tempo estipulado, logicamente dependeria da inteligência do indivíduo e da construção do texto.
Com a sistematização e constante redução das mensagens nos cartazes levaram a uma minimização de texto ou por vezes a sua suspensão. Por ser um veículo urbano e popular, o cartaz se multiplica em cópias pela cidade nos pontos de afixação, como muros, painéis, tapumes ou sinalizações de estradas.
“O cartaz constrói reflexos condicionados, slogans e estereótipos que se imprimem na cultura individual e por isso adquirem valor autônomo, independente do seu assunto.” ( O Cartaz. Moles. Pág. 27)
A força de atração é o dispositivo do cartaz comercial independente da cor, a cor não é tão fundamental, mas na simplicidade da mensagem, traços nítidos, uma união entre marca, evocação e figuração; tudo isso alicerça os impulsos fundamentais dos indivíduos.
O cartaz serve de suporte à imagem e desempenha as seguintes funções:
- Informação – papel didático do anúncio – criação de signos;
- Propagação – instrumento de convencimento, de argumentação, persuasão, sedução, difusão;
- Educação – comunica com função especificamente cultural;
- Ambiência – a afixação na paisagem urbana causa interferências sem que para isso haja uma regulamentação, é feita ao acaso;
- Estética – o cartaz sugere mais do que diz.
Vale-se das formas, das cores, das imagens, do jogo de palavras e a técnica de fabricação;
- Função criadora – cria o desejo. Desenvolve o campo artístico, limitada pelas cópias e pelo comércio. Sofre a ação do artista gráfico.
O cartaz exerce a função de acesso e retenção, devido à sua receptividade gerada por suas cópias espalhadas pela cidade, renova o estímulo gerando motivação além de atuar na memorização. Mas ocorre também a saturação e é a partir deste momento que o cartaz começa a desempenhar um outro papel – a intervenção por repetição.
O cartaz chega a ser responsável por 75% da tomada de conhecimento, atua como um fator de motivação, se encontra claramente estabelecido como essencial preponderante.
O ser explícito, torna o cartaz expressionista, pela sua essência principalmente ao ligar-se àquela grande onda que, no começo do século XX, procurou exprimir conceitos, o real.
“O conteúdo final de uma mensagem é a somatória de vários elementos que a integram, envolvendo os caracteres (fontes e tamanhos) empregados, nuanças interpretativas na entoação, na prosódia, no timbre da voz, na carga emotiva que se dá a cada palavra. Além disso, a ordenação dos sentidos que cada veículo de comunicação requer acaba direcionando a percepção.” (MKT Institucional.)
Considerado de configuração fechada, o cartaz faz com que a mensagem chegue acabada ao receptor, deixando pouco para ser complementado e tem um processamento fixo. Sua disponibilidade é afetada pela periodicidade que antecedem algum evento e sua abrangência atende a segmentos múltiplos.
O programa de teatro é um caderno impresso, feito para um espetáculo. Um programa contém toda a ficha técnica, do elenco aos técnicos que nele trabalham, bem como fotos dos diretores, atores, cenógrafos e figurinistas. Trazem também explicações acerca dos objetivos do autor e do diretor ao realizarem o trabalho.
No programa são feitos os agradecimentos às empresas e pessoas que apoiaram o espetáculo. São distribuídos ou vendidos na entradas dos teatros antes de iniciar o espetáculo.

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